Nada é tão útil para um enxadrista como uma bela cornetagem. Quando falo que "a vida é curta demais para se jogar a Caro-Kann", espero salvar as pobres almas que jogam essa defesa Celso Rothística por medo do mate na Siciliana. Quando digo que "esse lance daria prisão em alguns países", espero alertar o simpático movedor de madeira para a imprecisão estética e científica de sua jogada. Quando digo "com dama a mais sou muito forte", chamo a atenção para o fato de que, com material igual, não sou tão bom assim.
Mas essas são cornetagens genéricas. O bom mesmo é a cornetagem "mano a mano". Nada é tão importante para um enxadrista quanto as análises de suas partidas e os conselhos de um treinador.
De vez em quando faço isso aqui na Academia, durante o treino de cálculo. Adoro ver as partidas dos torneios disputados no Brasil, especialmente os que têm assinantes jogando. Durante essas aulas, analisamos o processo de tomada de decisão e tento identificar quais os principais erros que estão sendo cometidos. As partidas da elite são mais bonitinhas, mas também precisamos olhar partidas mais próximas da nossa realidade.
Mikhail Botvinnik, o patriarca da ranzinzice, gostava de dizer que todo enxadrista deveria analisar suas partidas e publicar as análises, submetendo-as ao crivo da cornetagem e assim testando tanto seu poder analítico quanto sua capacidade de ser cornetado. Naqueles tempos era assim. Hoje basta você assinar a Academia e a cornetagem vem de brinde. Até o Botvinnik aprovaria.
Para você que é assinante, hoje é dia de cornetar os outros, no treino de cálculo. Começa 20h e basta entrar no link abaixo:
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